No dia 16 de Abril de 1983, em Lisboa, na sequência da intervenção cirúrgica a que foi submetido, faleceu o fundador e primeiro Conservador do Museu do Dundo, hoje, Museu Regional do Dundo, em boa hora re-aberto no ano passado, depois das obras de reabilitação a que foi sujeito.
Na imagem, com dois colegas também funcionários da Diamang, Redinha aparece com uma espécie de farda militar e botas que utilizou largamente nas “campanhas” que foi levando a cabo nas actuais províncias da Lunda Norte e Sul, de 1937 a 1946.
As “campanhas” eram digressões pedestres efectuadas em território das Lundas (às vezes, até para além dos seus limites) que integravam, para além de José Redinha, um grande número de ajudantes para as mais diversas tarefas.
A duração destas expedições prolongava-se por meses e destinavam-se a recolher objectos e peças etnográficas (que depois eram integradas no Museu). Todavia, dado o espírito abrangente e a curiosidade multifacetada de José Redinha, essas marchas serviram também para coligir diversas observações científicas nas mais diversas áreas: da Botânica à Zoologia e à Geografia.
A mais importante destas campanhas desenrolou-se durante o ano de 1946 e deu origem à obra, em 2 volumes, denominada “Campanha do Tchiboco”, que integram as Publicações Culturais da Diamang.